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O seguro viagem para a Argentina custa entre R$ 100 e R$ 300 para 15 dias. A Argentina aprovou em maio de 2025 o Decreto 366/2025, que passou a exigir declaração de seguro de saúde para o ingresso de estrangeiros, mas a aplicação na fronteira ficou condicionada a regulamentação posterior e a fiscalização tem sido inconsistente. O que mudou de fato foi em agosto de 2026: a Resolução 1066/2026 determinou que hospitais públicos nacionais cobrem o atendimento não urgente de estrangeiros sem residência permanente, que precisam apresentar seguro de saúde ou pagar antecipadamente. Emergências continuam garantidas e gratuitas para qualquer pessoa. Na prática, o seguro deixou de ser recomendação e passou a ser a forma de acessar atendimento comum na Argentina.
Valores de referência para 15 dias - Até 65 anos - Atualizado agosto de 2026
| Seguradora / Plano | Cobertura médica | Preço 15 dias | Ver plano |
|---|---|---|---|
| Assist Card (Plan Premium) | USD 150.000 | USD 217 | Ver plano |
| Universal Assistance (Plan Excellence) | USD 150.000 | USD 190 | Ver plano |
| GO Assistance (Plan Nomads) | USD 150.000 | USD 135 | Ver plano |
| TAS (Plan Gold) | USD 100.000 | USD 80 | Ver plano |
| Terrawind (Plan TW 150K) | USD 150.000 | USD 179 | Ver plano |
| Safe Travel (Plan Platinium) | USD 160.000 | USD 141 | Ver plano |
* Valores de referência em reais. O preço exato de acordo com sua idade e datas aparece na cotação.
Existe muita informação contraditória sobre isso na internet brasileira: há sites afirmando categoricamente que sem seguro você não entra, e outros dizendo que ninguém pede nada. A situação real tem algumas nuances importantes, mas a conclusão é uma só.
O que a lei diz: Em 29 de maio de 2025, o governo argentino publicou o Decreto 366/2025, que alterou a Lei de Migrações. O texto tornou obrigatório que estrangeiros comprovem possuir seguro de saúde para ingressar no país.
Por que a fiscalização é confusa: O decreto condicionou a cobrança na fronteira à criação de normas posteriores. Ao longo de 2025 e início de 2026, a regulamentação demorou a ser padronizada, o que fez com que muitos viajantes passassem pela imigração sem que o documento fosse exigido. Isso gerou a falsa sensação na internet de que «não era preciso».
A resposta prática: O seguro É obrigatório e você deve levá-lo sempre. A falha ou inconsistência na fiscalização não anula a lei. A exigência está ativa e a cobrança na imigração fica a critério do agente de fronteira; se ele pedir e você não tiver, seu ingresso será negado na hora.
Além do risco migratório, em agosto de 2026 o governo argentino oficializou a cobrança de atendimento médico a estrangeiros não residentes na rede pública. Ter o seguro agora é a única garantia para não pagar altos custos do próprio bolso caso você precise de atendimento médico comum na Argentina, como explicamos a seguir
Esta é a mudança concreta e recente, e é a que realmente afeta o viajante brasileiro.
Em 10 de agosto de 2026, o Ministério da Saúde argentino publicou a Resolução 1066/2026, que regulamentou a parte sanitária do decreto de 2025. A norma entrou em vigor imediatamente.
O que ela determina
O decreto argentino menciona cobertura para doenças, acidentes e repatriação sanitária ou funerária. Não estabelece um valor mínimo fixo como o padrão europeu de EUR 30.000.
A recomendação prática é uma cobertura médica de pelo menos USD 30.000, que é o patamar de mercado para a América do Sul e cobre com folga o custo do atendimento particular argentino.
O que a apólice deve incluir para atender ao espírito da norma:
– Despesas médicas e hospitalares por doença e acidente
– Atendimento de urgência 24 horas
– Traslado sanitário e repatriação
– Validade para todo o período da viagem
Leve o comprovante acessível. Salve a apólice no celular e, se puder, imprima. O documento deve mostrar seu nome, as datas da viagem e os valores de cobertura
A Argentina é um dos destinos mais baratos para segurar, porque o custo do atendimento médico particular por lá é moderado em comparação com Europa, Estados Unidos ou Ásia.
| Viagem de 5 dias | R$ 75 – 400 |
| Viagem de 7 dias | R$ 104 – 750 |
| Viagem de 15 dias | R$ 224 – 1.500 |
| Viagem de 30 dias | R$ 440 – 3.000 |
| Plano básico com cobertura suficiente | a partir de R$ 45 |
Para um fim de semana em Buenos Aires, o seguro custa menos que uma refeição em Palermo. É a relação custo-benefício mais favorável de todos os destinos que comparamos.
Despesas médicas e hospitalares. Mínimo recomendado USD 30.000. É o que dá acesso ao atendimento particular sem desembolso e o que o hospital público vai faturar se você precisar de atendimento não urgente.
Traslado sanitário e repatriação. A despesa mais alta possível nesse destino.
Central de emergência 24 horas. Verifique se o plano escolhido oferece atendimento em português.
Extravio e atraso de bagagem. Relevante em voos curtos com conexão.
Atraso e cancelamento de voo. Voos Brasil-Argentina são frequentes e sujeitos a alterações.
Perda de documentos. Apoio na reposição junto ao consulado brasileiro, que tem representação em Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Mendoza e outras cidades.
Os planos superiores acrescentam cancelamento de viagem, esportes de inverno e aventura, doenças preexistentes declaradas e responsabilidade civil.
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Confira se a cobertura médica é de pelo menos USD 30.000 e se inclui traslado sanitário.
A apólice chega no e-mail na hora. Deixe acessível no celular: pode ser solicitada na imigração.
O Decreto 366/2025 passou a exigir declaração de seguro de saúde para o ingresso de estrangeiros, mas o próprio texto condicionou a aplicação às condições que a regulamentação estabelecesse, e a fiscalização na fronteira tem sido inconsistente. O Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires chegou a informar que a regulamentação migratória não estava implementada. Ainda assim, a base legal existe e pode ser aplicada a qualquer momento: leve o comprovante sempre.
Em 10 de agosto de 2026 entrou em vigor a Resolução 1066/2026, que determina que hospitais públicos nacionais cobrem o atendimento não urgente de estrangeiros sem residência permanente. Com seguro, o hospital fatura direto para a seguradora e você não desembolsa. Sem seguro, é preciso pagar antes do atendimento. Emergências continuam garantidas e gratuitas para qualquer pessoa.
Sim. A norma argentina mantém expressamente que, em casos de emergência, não se pode negar nem restringir o atendimento a nenhum estrangeiro, qualquer que seja sua situação migratória, e que os hospitais não podem atrasar o atendimento por trâmites administrativos. Isso inclui infarto, AVC, traumatismos graves, queimaduras extensas e emergências obstétricas, pediátricas e neonatais.
Entre R$ 100 e R$ 300 para 15 dias, dependendo da seguradora e da cobertura. Para um fim de semana em Buenos Aires, entre R$ 45 e R$ 110. É o destino mais barato para segurar entre os que comparamos, porque o custo do atendimento particular argentino é moderado.
RG em boas condições de conservação e com foto que permita identificação, ou passaporte válido. A nova Carteira de Identidade Nacional também é aceita. Não é preciso visto para turismo de até 90 dias. Se for de carro, também é obrigatória a Carta Verde, o seguro de responsabilidade civil para veículos no Mercosul, que é diferente do seguro viagem.
Sim, brasileiros podem entrar apenas com a carteira de identidade, sem passaporte, por acordo entre os países. O documento precisa estar em bom estado de conservação e com foto atual. Na prática, RGs emitidos há mais de dez anos costumam ser recusados na fronteira, então vale verificar a data de emissão antes de viajar.
Há relatos de flexibilização na fronteira terrestre para quem cruza de Foz do Iguaçu apenas para conhecer o lado argentino das Cataratas e volta no mesmo dia. Ainda assim, um seguro de um ou dois dias custa poucos reais e cobre também um eventual acidente durante o passeio. Se você seguir viagem para outras cidades argentinas, o seguro continua sendo exigido.
Os planos padrão não cobrem esportes de neve. Para esquiar no Cerro Catedral ou em qualquer estação argentina você precisa de um plano com cobertura específica de esportes de inverno, que deve incluir resgate na estação. É a exclusão que mais pega viajantes desprevenidos nesse destino, e o resgate em montanha não é barato.
Depende do roteiro. Assist Card e Universal Assistance têm as redes mais consolidadas no país; Terrawind e TAS oferecem boa relação entre preço e cobertura; GO Assistance é competitiva em viagens curtas; Hero Assistance é a opção brasileira, com suporte em português. Como o destino é barato para segurar, vale olhar a cobertura antes do preço.
O decreto argentino não fixa um valor mínimo como o padrão europeu de EUR 30.000, mas menciona cobertura para doenças, acidentes e repatriação sanitária ou funerária. A recomendação prática é uma cobertura médica de pelo menos USD 30.000, que é o patamar de mercado para a América do Sul e cobre com folga o custo do atendimento particular argentino.
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